24 de julho de 2007
Crise fonofônica? Não, celebração do talento!
Finalmente quebrou-se o paradigma do sucesso musical em que a vendagem de discos sobrepunha-se ao talento artístico. Desde o surgimento do CD jamais se verificou tamanha queda das vendagens. Todavia, nunca se ouviu tanta música em todo o mundo. Enquanto os vendedores de plástico - também chamados de produtores musicais – perdem os cabelos, o mundo artístico cada vez mais independente celebra o Status Quo do talento: o reconhecimento e admiração sincera do público.
É do conhecimento até do mundo mineral que o mercado musical das últimas décadas era cooptada à libertinagem ao artista. Seus produtores além de determinarem a bagagem musical também decidiam de tudo: desde o figurino até o quão se permitiria revelar de sua vida pessoal. Outrossim, valia-se a máxima do capitalismo selvagem (quanto mais lucro melhor), mesmo que a reza valesse às custas de pouca originalidade, artístas sem talento e superfaturamento das vendas. Parte disso devia-se ao demasiado poder da mídia (que até hoje encobre os interesses dos grupos privados sobre o manto da imparcialidade).
Felizmente, essa concepção de sucesso tem se esvairado nos últimos anos com a popularização de outros meios de comunicação. A conclusão é cristalina: quanto menor for a concentração do poder – e nesse caso representada pelo marketing e veiculação de mídia – maior será a liberdade e qualidade artística. Assim, meios como o You Tube, Orkut, My Space e diversos Blogs vêm assumindo o compromisso informal de divulgação dos trabalhos musicais.
Paradoxalmente, por mais que se aumentem os downloads ilegais das obras, as quedas de vendagem não condizem com prejuízos ao artísta. Este, sendo detentor de mais liberdade, criatividade e publicidade – grátis - tem seu lucro multiplicado, dentre outras formas, pelo aumento expressivo de público em seus shows. Inclusive, muitos artitas pouco estão se importando pelas vendagens de discos, já que os lucros destinados a aqueles são irrisórios. Destaque para o cantor britânico Prince que recentemente tem distribuído gratuitamente o disco do seu último trabalho - tudo em nome da publicidade para os shows.
Diante de tal conjuntura, verifica-se uma quebra de conceitos no cenário musical que definitivamente é benigna para a população. Enquanto poucos detinham condições para ter acesso a esse mercado, atualmente é fácil e barato usufluir dos prazeres da maior arte que o Homem criou: a música. Oxalá liberdade e criatividade musical, nossos ouvidos agradecem.
criado por oliverjunior85
17:33 — Arquivado em: 

Comentário por Jackeline — 26 de julho de 2007 @ 11:45
Parabens!!! Mais uma redação muito boa!!!!
Concordo com vc nessa… pois com esses downloads ilegais… além de haver divulgação do artista, tbm proporciona musica para todos….
Assim todos saem bem nessa!!!
Oba! Oba! Oba! Musica!!!!
rsrs….
Comentário por Shell — 8 de agosto de 2007 @ 16:42
A “internetização” da música já é efeito irreversÃvel e inevitável da globalização, e só prejudica de verdade os grandes lucros das gravadoras.
Viva a democratização da música! Hehehehehee…
Luv yá 4ever!!!
;*