Pois o valor da opinião é inimaginável…

Sociedade, cultura, economia, política - e é claro, uma boa dose de sarcasmo!

23 de março de 2009

2009: blog novo, ano novo, vida nova, cabeça nova…

Pois é pessoal, voltei a ativa! Se em 2007 eu só escrevia para treinar para as redações dos vestibulares, agora estou de volta. Escrevendo, yes, mas para uma finalidade maior: demonstrando os pontos de vista esquerdistas, do porquê do socialismo e da importância de usarmos nossas cabeças… Tentando fazer minha parte na construção de um mundo melhor. (Só um tolo para crer que ele está bom do jeito atual).

Finalmente consequi conquistar uns dos meus sonhos: cursar Medicina na Universidade Federal do Espírito Santo. Agora, com uma cabeça infinitamente mais aberta que há dois anos; e com um grau de respeito mais forte para com as pessoas (e meus amigos e minha namorada contribuiram muito para isso), acredito estar mais preparado para essa empreitada!

Novamente, com prazer, apresento-lhes o blog Cotidiano Informativo.

ps.: estou trabalhando em alguns textos. Logo, logo os postarei aqui.

criado por oliverjunior85    17:04 — Arquivado em: Sem categoria

20 de agosto de 2007

Aos barulhentos da manifestação anticotas

Porventura alguém de vocês já ouviu esta frase: "não há vitória quando a luta não é justa"?

É do conhecimento até do mundo mineral que o vestibular é o método mais eficaz para segregar os ricos dos pobres, e que o fato de ser bem sucedido neste não está necessariamente agregado ao sucesso na carreira acadêmica na universidade – vale o jargão “tudo é uma questão de oportunidade”. Por isso, foi inaceitável o comportamento de vocês ao promoverem àquela fatídica manifestação.

Vocês podem estar imaginando que essa medida da Ufes é antidemocrática pois fere o princípio de que todos são iguais perante a lei. De certo, para a lei todos são iguais. Outrossim, e para a sociedade? Ela oferece oportunidades iguais para todos? Ela não segrega os pobres, os negros e todos que a elite julga ser inferior?! A inteligência de cada um nada tem a ver com a renda ou a cor, entretanto as oportunidades sim. Reflitam sobre a parcela desempregada; os jovens sem ensino superior; os penitenciários… Indubitavelmente, a justiça social não é algo que podemos nos orgulhar deste País.

Essa medida visa reduzir essas desigualdades, já que uma universidade pública doravante tem seu Status Quo atingido quando o Estado oferece oportunidades iguais para todos - leia-se educação. É bem verdade que nem todas as escolas privadas são um primor de excelência, e que no interior os alunos ficarão injustiçados - pois a mensalidade não é lá muito alta. Entretanto, ao menos vocês têm muito mais condições que nós, da escola pública. Por isso, por mais que concordem com as cotas não digam que somos incompetentes e aproveitadores.

Gostaria que vocês tivessem a experiência de estudar ao menos um semestre numa escola de ensino médio da rede pública - principalmente aqui do interior. Assim, vocês perceberiam que:
- Não há material didático de qualidade – nisso quando há material didático;
- A maioria dos professores pouco se importam do aluno aprender de fato;
- Os “conteúdos adquiridos” são insuficientes – o que foi apresentado a vocês numa quinzena nos é apresentando sublima/insuficientemente durante todo o bimestre. Dessa forma, ninguém têm o conteúdo necessário pra prestar um bom vestibular;
- Falta incentivo à leitura, não desenvolvendo o senso crítico dos alunos.
- Irregularidade das disciplinas, ociosidade das aulas, falta de infra-estrutura; Ademais outros problemas, por exemplo: falta de perspectivas dos alunos, imobilidade do corpo docente em promover eventos, etc.
Tudo isso se agrava para aqueles que têm de trabalhar e devem estudar à noite, cujo ensino é ainda pior. Sem mencionar os alunos da zona rural que enfrentam um martírio para chegarem à escola.

Enfim, se existe desigualdade, esta se concentra no tipo ensino.

Não discordo ao afirmarem que pagam impostos e que a universidade pública é para todos. É verdade, só que esse conceito de “todos” geralmente agrega em sua devastadora maioria os alunos do ensino privado. E o que dizer do pobre que também paga impostos e que não tem esse benefício da universidade pública por falta de oportunidades? Isso é correto?!

Para citar um cristalino exemplo dessa desigualdade, reparem no curso de Medicina da Ufes: em média 90% das vagas ficam com Leonardo da Vinci, Darwin e Up. Sobram então oitro pra todo o “resto”. Alguém irá dizer que basta estudar com afinco, independentemente do tipo de escola, para alguém conseguir uma aprovação. Logo surge a resposta: como? Por mais que estudamos, essa preparação é irrisória em paralelo com alguém do Leonardo da Vinci, por exemplo. Nem um gênio pode conseguir algo se não tiver oportunidade. Sinceramente, creio que vergonha mesmo é pagar dois mil reais de mensalidade por vários anos e não conseguir essa vaga.

Precebi que havia um cartaz na manifestação com os dizeres “Reforma sim, cotas não!”. De certo, o melhor a fazer seria prover um ensino de qualidade para todos (assim nem vocês precisariam ter que estudar numa escola privada). Mas vale ressaltar que, como tudo nesse País é lento e burocrático, promover uma reestruturação completa no ensino público levaria décadas - em detrimento de muitas gerações de jovens. Acredito que nenhum de nós viverá para ver uma educação igualitária no Brasil.

Apesar de negarem a óbvia desigualdade das escolas, a única razão de seus pais os mantiverem na escola privada é devido à melhor qualidade do ensino. Paradoxalmente, mesmo assim vocês insistem em fingir que todos têm o mesmo potencial. Se isso fosse verdade, bem que vocês poderiam migrar para a rede pública (certamente, poupariam uma considerável quantia a seus pais). Já não basta a mídia, a política e o mercado de trabalho serem hipócritas, vocês estão seguindo a mesma ideologia. Seria egoísmo, medo ou ignorância?

Seria mais sincero, numa outra eventural manifestação, alguém de vocês levar um cartaz gigante com os dizeres “Cotas não, pois eu já não passava no vestibular e agora estou mais temeroso em conseguir” ou um deste “ Egoístas sim, ensino federal à elite!”. Depois disso, os “cocotas” somos nós. Creio que se algum defensor da reserva de vagas insinuasse, numa faixa, que vocês seriam uns “medocas”, choveriam ligações para entrarem com um pedido judicial contra esse infeliz.

Bom, já que felizmente vocês usufruem de bom ensino que a partir de agora passem a valorizar o que possuem, pois chegou a nossa vez de ascendermos socialmente – independentemente de vocês concordarem ou não. Ainda existem 60% das vagas em jogo pra vocês - ainda, pois o ideal seria 50% pra cada.

Reconheçam que a faculdade pública é um bem do povo e não daquela ruidosa massa frustrada da manifestação. Bom seria se esse manifesto tivesse o interesse em aumentar a qualidade do ensino público, aumentar a oferta de vagas da Ufes e até mesmo corroborar para a criação de uma universidade estadual. É interessante, mas a dita elite branca (pois se consideram o farol da modernidade) só provê a união quando se sente ameaçada – como o Cansei, em São Paulo. Manifestações em favor da sociedade, nem pensar né…

Oremos para que esse pensamento narcisista reverta-se, caso contrário, as cotas irão se perdurar na única via de acesso à rede pública de ensino superior para a densa maioria dos estudantes. Parabéns à direção da Ufes. Apesar de ser uma medida tardia, a partir de agora se condicionará um pouco mais de respeito para a sociedade capixaba – ao menos nas oportunidades.

criado por oliverjunior85    12:39 — Arquivado em: Sem categoria

16 de agosto de 2007

Custo benefício educacional

Inspirada no varejo tradicional, a rede paulista de ensino superior Anhanguera teve seu faturamento praticamente triplicado nos últimos três anos – de 52 para 143 milhões de reais. Adotando um modelo de “Casas Bahia da educação” tornou-se um exemplo de sucesso num setor que há tempos opera no vermelho, uma vez que a ociocidade está estimada em 50% das vagas.

O segredo deste vertiginoso crescimento está no perfil dos seus alunos - que não usufruíram da instrução necessária para passarem num vestibular de uma instituição pública não podem contar com a ajuda de suas famílias para reduzir o altíssimo ônus das demais instituições privadas. Esses alunos, que trabalham durante o dia e estudam à noite, vêem na Anhanguera o tão sonhado diploma universitário e dessa forma galgarem melhores postos e condições de trabalho.

Isso está agregado a uma série de fatores, como baixa evasão do corpo discente; redução dos custos em decoração e conforto dos campus; não adoção de cursos caros – como medicina; convênios com as editoras - barateando os livros em até 80%; e localização nas periferias das grandes cidades (evitando gastos com transporte). Assim, ocorre a redução de até 50% da mensalidade em relação às outras instituições. Ademais, além do baixo custo das mensalidades a qualidade do ensino também está em voga. A cada semestre ocorre uma avaliação do corpo docente pelos alunos, exigindo daquele maior empenho em suas funções.

Apostando na prevalescência da punjança econômica do País (por exemplo: aumento real do salário mínimo e criação de novos postos de trabalho) a Instituição já planeja uma expansão rumo a outros estados, já que seu valor de mercado aumentou significantemente com sua abertura de capital na Bovespa, no início deste ano. Se tudo der certo, mais e mais pessoas poderão dar seqüencia nos estudos cooptando boa qualidade de ensino com pouco investimento financeiro.

Por fim, que o sucesso da Rede Anhanguera estimule as instituições privadas a reaverem seus conceitos principalmente no quesito mensalidade, pois nos atuais parâmetros fica impossível um proletariado destinar dois ou três salários mínimos só na manutenção dos seus estudos. Três vivas ao Prouni, caso contrário, muitas dessas instituições estariam decretando falência.

criado por oliverjunior85    10:33 — Arquivado em: Sem categoria

31 de julho de 2007

A vitória dos plim plins: do circo se obtêm o pão

É simplesmente inaceitável a alegação dos grupos televisivos que a Classificação Indicativa seria um retrocesso à censura de outrora. Com a omissão do governo, vitória das tevês que continuarão priorizando os interesses da barulhenta minoria (leia-se elite) em detrimento do compromisso com a cidadania da nação.

Num País escasso de leitores, infelizmente a tevê provê a maior fonte de informação e entretenimento para o povo – exageradas cinco horas diárias. Nesse aspecto, é cristalino observar que as emissororas deixam a qualidade da grade em segundo plano em priorizarem demasiadamente o entretenimento das massas – culpa também dos telespectadores por se deixarem levar pela programação circense.

Devido à famigerada tentativa das redes obter lucros através do marketing, problemas como a erotização e violência se fazem cada vez mais presentes. Com a aprovação do governo (em tramitação desde 1999) a Classificação Indicativa (CI), que há décadas está presente em muitos países desenvolvidos, tenderia a suavizar esses problemas.

Basicamente, a CI agiria na avaliação prévia dos futuros programas das emissoras – e não nos programas em atividade, como alegam essas oligarquias. Dessa forma, diversos problemas seriam previamente relatados e se estipularia um horário específico para suas exibições, fazendo valer as emissoras o ideal de “Liberdade com responsabilidade”. Como exemplo de aplicação benéfica dessa classificação teríamos a redução da sexualidade precoce da programação – usualmente presente nas grades ao perceberem queda dos níveis de audiência.

Pelo recuo do governo em não combater os interesses das tevês, adiando novamente a regulamentação da CI, esvairou-se mais uma tentativa de proporcionar mais qualidade no cotidiano da população. Certamente se as pessoas agussasem seu senso crítico, estas seriam menos alienadas e perceberiam os reais interesses das redes televisivas: ao entreter, anunciar para o bobo comprar. Comprometimento com as causas sociais que nada!

criado por oliverjunior85    12:25 — Arquivado em: Sem categoria

24 de julho de 2007

Crise fonofônica? Não, celebração do talento!

Finalmente quebrou-se o paradigma do sucesso musical em que a vendagem de discos sobrepunha-se ao talento artístico. Desde o surgimento do CD jamais se verificou tamanha queda das vendagens. Todavia, nunca se ouviu tanta música em todo o mundo. Enquanto os vendedores de plástico - também chamados de produtores musicais – perdem os cabelos, o mundo artístico cada vez mais independente celebra o Status Quo do talento: o reconhecimento e admiração sincera do público.

É do conhecimento até do mundo mineral que o mercado musical das últimas décadas era cooptada à libertinagem ao artista. Seus produtores além de determinarem a bagagem musical também decidiam de tudo: desde o figurino até o quão se permitiria revelar de sua vida pessoal. Outrossim, valia-se a máxima do capitalismo selvagem (quanto mais lucro melhor), mesmo que a reza valesse às custas de pouca originalidade, artístas sem talento e superfaturamento das vendas. Parte disso devia-se ao demasiado poder da mídia (que até hoje encobre os interesses dos grupos privados sobre o manto da imparcialidade).

Felizmente, essa concepção de sucesso tem se esvairado nos últimos anos com a popularização de outros meios de comunicação. A conclusão é cristalina: quanto menor for a concentração do poder – e nesse caso representada pelo marketing e veiculação de mídia – maior será a liberdade e qualidade artística. Assim, meios como o You Tube, Orkut, My Space e diversos Blogs vêm assumindo o compromisso informal de divulgação dos trabalhos musicais.

Paradoxalmente, por mais que se aumentem os downloads ilegais das obras, as quedas de vendagem não condizem com prejuízos ao artísta. Este, sendo detentor de mais liberdade, criatividade e publicidade – grátis - tem seu lucro multiplicado, dentre outras formas, pelo aumento expressivo de público em seus shows. Inclusive, muitos artitas pouco estão se importando pelas vendagens de discos, já que os lucros destinados a aqueles são irrisórios. Destaque para o cantor britânico Prince que recentemente tem distribuído gratuitamente o disco do seu último trabalho - tudo em nome da publicidade para os shows.

Diante de tal conjuntura, verifica-se uma quebra de conceitos no cenário musical que definitivamente é benigna para a população. Enquanto poucos detinham condições para ter acesso a esse mercado, atualmente é fácil e barato usufluir dos prazeres da maior arte que o Homem criou: a música. Oxalá liberdade e criatividade musical, nossos ouvidos agradecem.

criado por oliverjunior85    17:33 — Arquivado em: Sem categoria

5 de junho de 2007

O brilho do sol independe da cor e status social

Apesar do Brasil se considerar bem diferente socialmente perante aos nossos inauguradores portugueses, um dos maiores resquícios da colonização ainda perpetua na sociedade brasileira: o racismo. Afirmar que são equivocos o tanto o Prouni quanto a política de cotas que visam reduzir um pouco das discrepâncias sociais do país - ao menos para esta geração - é corroborar para premissa ignorante que esse pensamento acarreta: o preconceito de que com os negros e pobres não possuem condições próprias de auto-elevação social.

Decorridos cento e oitenta e cinco anos do déspota D. Pedro I ter selado a “independência” brasileira no início do século XIX, ainda não conseguimos consertar as mazelas deixadas pela colonização. Em todo o mundo, poucos são os países que possuem tantas riquezas quanto ao Brasil e ao mesmo tempo estas são concentradas a uma minoria elitista em detrimento de grande parte da população.

Além disso, a diferenciação social – principalmente de cor e pele - é uma realidade da situação econômica do País. Um claro retrato disso é o discreto número dos negros nas universidades e postos mais bem remunerados em paralelo ao grande percentual destes entre os presidiários, desempregados e indigentes. Logo, tornou-se evidente que sérias medidas devem ser tomadas para dinamizar essa situação.

Certamente, boas maneiras de reduzir essa separação social seriam melhores políticas de capacitação pessoal e distribuição de renda (principalmente se esta fosse instaurada no período da abolição). Entretanto, ao menos no que depender da evolução sociedade elitizada, esse lado literalmente negro da população não terá sua vida melhorada nem tão cedo.

Por isso, coube ao governo tomar providências emergenciais para dinamizar esse problema. A geração do PROUNI e do sistemas de cotas nas universidades públicas é a medida emergencial mais viável para promover uma maior participação da classe mais carente da população entre os universitários. Assim, estes terão mais condições de galgarem um espaço melhor no mercado profissional de qualidade, e pouco a pouco, irem equiparando a proporção de negros e brancos com nível superior para futuramente descentralizarem a oferta dos melhores empregos a uma única parcela da população.

Há quem diga que o sistema de cotas acarreta em mais aspectos negativos que positivos socialmente, pois promove a inclusão de pessoas incapacitadas intelectualmente através do ingresso fácil nas universidades. Entretanto, dados do Enade revelam exatamente o contrário: os estudantes beneficiados pelo sistema de cotas e PROUNI têm rendimento igual ou superior aos demais. Isso reflete que, uma vez integrado à educação, cor e situação social não são inerentes à capacidade de aprender e, por conseguinte, ao desenvolvimento profissional.

Diante de tal conjuntura, enquanto não houver uma conscientização de cada um sobre quão longe foi este “Apartheid à brasileira”, quaisquer políticas de inclusão social serão muito bem-vindas. Como diria o sociólogo espanhol Ortega & Gasset “Eu sou eu em minhas circunstâncias”, somente com plenas condições de desenvolvimento através da educação o indivíduo terá chances de integrar algum lugar ao sol (independentemente de sua cor e/ou condição financeira).

criado por oliverjunior85    20:51 — Arquivado em: Sem categoria

11 de maio de 2007

Uma transparência mascarada

Recentemente foi colocado em xeque o comportamento do Banco Central quanto a sua política de informação da economia para com a sociedade. Daí, então, surge uma afirmativa incontestável: o governo carece - e muito - de uma melhor transparência política e econômica.

Enquanto vemos a cada dia verdadeiras lições de respeito de diversas nações para com sua população no que tange a transparência das informações, fica evidente que por essas bandas algumas lições de boas maneiras não seriam exagero. Um claro exemplo a ser seguido é o paradigma do BC estadunidense, que relata e publica semanalmente à imprensa sua estratégia econômica, já que se tratando de economia, uma semana é muito tempo.

Entretanto, por aqui temos reuniões secretas dos membros do BC com os chamados "investidores essenciais", nas quais nada se publica ao público, ficando o mesmo à mercê das decisões de um pequeno grupo de empresários. Fica subentendido que o presidente do BC considera que o Brasil, em relação à política econômica, dispõe de um esboço da Caixa de Pandora, onde aberta e revelada espalharia horror e destruição em todo o mundo (não valeria a tão conhecida máxima "quem não deve não teme"?). Enquanto houver essa política subserviente as oligarquias bancárias e amedrontada quanto à transparência, não seria surpreendente a permanência dos míseros 4% de crescimento econômico este ano.

Tecendo sobre permanência, a prorrogação do CPMF por mais quatro anos é mais uma falta de respeito para com a sociedade no que tange a transparência política. Tudo bem pagarmos impostos, desde que sejam revertidos para o bem da sociedade. O problema em questão não é a combrança dos tributos, mas sua a verdadeira destinação. Esse imposto provisório - que a cada dia é está mais perto de ser permanente - além de frear o crescimento econômico (pois reforça a dependência da burocracia) ainda é praticamente distribuído em setores nada complacentes à destinação inicial da época da criação do mesmo.

Instituído em 1996, a CPMF propunha a arrecadação de recursos para suprir as necessidades do SUS. Atualmente, apesar das nítidas precariedades do sistema de saúde nas quais todos estão cientes, fica evidente que o sofrimento do povo é posto em segundo plano comparado à manutenção das taxas de juros e redução da dívida pública. Certamente a receita de 32 bilhões de reais arrecados ano passado com esse imposto contribuiria significantemente em melhorias para a saúde do povo.

É totalmente aceitável que haja vontade do governo em reduzir a dependência econômica galgando assim a um patamar mais elevado na economia mundial. Entretanto, é a maneira como essa dependência vem sendo custeada que está equivocada. Vigorar a independência econômica em detrimento da saúde pública é totalmente irrisório e inaceitável.

Em suma, que Guido Mantega e Henrique Meirelles instituam uma correta política de transparência econômica e destinação da receita impostos ou acabem de uma vez por todas com esta lastimável ludibriação para com a sociedade brasileira. Apesar de ser muito risonha e pouco questionadora, a mesma merece um pouco mais de respeito.

criado por oliverjunior85    10:56 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://cotidianoinformativo.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.